Sem equilíbrio a educação não para em pé

Quando falamos sobre a educação de pessoas com deficiência nos locais onde fazemos palestras, pela reação da audiência, é possível perceber que falta muito para que o Brasil possa dizer que tem um sistema de educação inclusivo e eficiente.

Sim, é possível encontrar iniciativas de sucesso em alguns poucos lugares, mas isso não é regra e muitos alunos com deficiência estão sendo prejudicados com isso.

Não se pode negar que há um déficit educacional para todos os alunos que concluem o ensino médio, mas Atualmente existem alunos com os mais diversos tipos de deficiência concluindo os estudos literalmente sem saber ler.

Alguns profissionais da educação também já fazem duras críticas a qualidade dos atuais cursos de pedagogia, questionando o excesso de conteúdo teórico em detrimento de aulas práticas que preparem o professor para os desafios do dia-a-dia da escola.

Se por um lado há muitas críticas ao modelo tradicional de educação, a principal delas por este formato não contemplar as necessidades educacionais de todos os alunos, incluindo aqueles que possuem algum tipo de deficiência, por outro lado, as críticas não estão sendo acompanhadas por propostas de soluções viáveis, que funcionem para o atual ambiente escolar.

Enquanto isso, pessoas com deficiência sem nenhuma restrição de aprendizado, estão “incluídas” em salas de aula regular que excluem qualquer possibilidade de desenvolvimento e aprendizagem.

Por Leonardo Gleison Ferreira

Leonardo Gleison Ferreira é Técnico em tecnologia assistiva da Laramara, Graduado em análise e desenvolvimento de sistemas, pós graduando em marketing, atualmente ministra aulas de educação tecnológica para jovens com deficiência visual e faz parte do grupo de especialistas em acessibilidade do CEWEB/W3C.br.

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