Facebook libera descrição automática de imagens no Brasil.

Os usuários Brasileiros dos dispositivos Móveis com sistema operacional IOS da Apple, já podem desfrutar do novo recurso de descrição automática de imagens no Facebook.

O recurso descreve parte do conteúdo de uma foto postada na rede social, dando uma ideia geral de qual sena está sendo apresentada, o que ajuda pessoas com deficiência visual a entender o conteúdo das fotos postadas na rede social.

A nova funcionalidade pode informar ao usuário quantas pessoas há em uma foto, se o ambiente é interno ou externo e se as pessoas estão sorrindo, só para citar alguns exemplos.

Por enquanto a informação sobre as imagens está em inglês, mas quem não tem barreiras de idioma já pode ir aproveitando o novo serviço.

Os quatro motivos para o Brasil ter portais de conteúdo tão ruins.

As vezes algumas pessoas me perguntam: Por que os sites de conteúdo como Terra, UOL, Yahoo, Globo, Estadão, R7 e Folha são tão ruins de navegar?

A resposta normalmente é muito simples e está baseada em quatro pontos.

O primeiro é que falta vontade. Em geral este tipo de empresa tem uma política “De Dentro para Fora”, ou seja, eles fazem para você usar e pronto.

Repare que você nunca foi consultado sobre os pontos em que você mais gosta nestes serviços e sua única defesa é não o usar, mas fazendo isso você fica sem acesso aos maiores veículos de comunicação, o que lhe faz um lucrativo refém de qualquer política de serviço ou design.

Em segundo lugar, os principais portais de conteúdo estão cada vez mais apinhados de propagandas e publicidade em geral, sem levar em conta que seus atuais usuários são vacinados contra banners e propagandas. Além disso, uma quantidade enorme de pessoas nem olham mais para aquilo, existem até aplicativos para ocultar ou removê-los.

Em terceiro lugar vem o modismo. Os projetistas e desenvolvedores veem uma tendência internacional e já trazem para o brasil. O curioso é que eles só copiam a parte ruim da tecnologia usada por lá.

Por fim: Falhas de projeto são grandes causas de problemas, principalmente os de acessibilidade para pessoas com deficiência.

Isto por que na tentativa de fazer algo igual a algo que está pronto lá fora ou de seguir o que o Designer mandou, o desenvolvedor constrói um Frankenstein de código HTML e faz o diabo com o código, o que causa uma série de problemas de usabilidade e acessibilidade.

A equipe de Design deveria discutir com a equipe de desenvolvimento sobre os problemas que determinado layout poderá causar para os usuários e em caso de portais de interesse coletivo, este layout deveria ser apreciado pelos usuários e suas opiniões deveriam ser consideradas.

Grandes e pequenas empresas de tecnologia lá de fora já têm programas que recolhem e analisam sugestões do usuário no desenvolvimento e melhoria do produto, não dá para entender por qual motivo eles não copiam isso por aqui também.

Enquanto isto não acontece, você poderia escrever aí nos comentários quais sites você odeia navegar (além do nosso), quem sabe os webmasters se ligam e melhoram eles, não acha?

Facebook testa descrição de imagens para leitor de tela

Durante estas últimas duas semanas estamos acompanhando uma profusão de novidades tecnológicas vindas de algumas empresas de tecnologia norte-americanas, que estão prometendo beneficiar e muito às pessoas com deficiência visual.

Segundo uma matéria divulgada esta terça-feira no site do Olhar Digital, Usuários com deficiência visual do Facebook em inglês já estão testando uma tecnologia baseada em inteligência artificial, que descreve aproximadamente o conteúdo das imagens publicadas na rede social.

Com aproximadamente 300 milhões de pessoas cegas ou com dificuldades para enxergar utilizando a rede diariamente, a iniciativa demonstra respeito pelas pessoas com deficiência visual e oferecem um pouco mais de autonomia para este público, que passa a poder “ver” as fotos como informação útil.

Segundo o Olhar digital, a tecnologia é chamada de “automática alternativa texto”, e reconhece pontos específicos nas fotos, gerando uma descrição aproximada do conteúdo da imagem, que pode ser falada posteriormente através de um software leitor de tela, que normalmente é usado por pessoas com deficiência visual para acessar, entre outras coisas, o feed de notícias.

Até então, quando a pessoa com deficiência rolava o feed e encontrava uma foto, o usuário só ouvia o nome da pessoa que fez o post seguido pela palavra “foto”. Agora há uma descrição mais rica e é possível ouvir coisas como “a imagem pode conter três pessoas, sorrindo, em ambiente externo”.

Num primeiro momento, apenas quem usa o Facebook no iOS em inglês terá acesso à novidade, mas a empresa promete expansões para outros idiomas.

E esse tal Leitor de BIOS?

É possível que exista um dispositivo USB capaz de ler a BIOS do computador?

Esta Pergunta está me assombrando à várias semanas, depois que essa postagem apareceu no facebook e começou a ser distribuída em listas de discussões de todos os gêneros ligados às pessoas com deficiência visual.

Em primeiro lugar é importante saber o que é BIOS?

Resumindo em poucas palavras: É um pequeno programa responsável por ligar o computador, sem ele você não poderia ler esta postagem, por que seu computador não estaria ligado.

O que seria um leitor de BIOS e por quê ele é tão interessante, a ponto de tantas pessoas com deficiência visual tentarem comprar um?

Na teoria, o dispositivo seria capaz de ler as configurações iniciais da BIOS, coisa que os softwares leitores de tela não podem fazer, uma vez que eles são instalados no sistema operacional e só conseguem transformar em voz aquilo que se encontra dentro do sistema operacional do computador.

Se um dispositivo deste tipo fosse possível, assumindo que de alguma forma mágica ele consiga ler este pequeno sistema de inicialização do computador, é possível que ele pudesse ler informações de uma TV, o que faria com que ele fosse um santo graal para todos os cegos do Brasil.

Um técnico de informática cego poderia alterar a ordem em que os discos são inicializados e formatar computadores sem auxílio de outra pessoa.

Seriam várias possibilidades e consequentemente, várias pessoas já pagaram por este dispositivo, que na nossa modesta opinião simplesmente não existe!

Um site relacionado a comunidade de pessoas com deficiência visual, publicou essa semana uma nota de repúdio ao autor desta suposta fraude, enquanto nós aqui do blog tentamos entrar em contato com ele, que apenas responde enviando um áudio com a demonstração do suposto dispositivo, informando também a conta para depósito da quantia cobrada por ele, R$ 50,00.

Foram divulgados dois áudios, em que o suposto desenvolvedor afirma categoricamente que não tem culpa do atraso, dizendo que a culpa é dos correios e que eles vão reenviar as encomendas gratuitamente, assim que forem devolvidas para ele. “Não tenho como passar o dia no correio”, diz ele.

No segundo áudio, ele afirma que vai devolver o valor das pessoas que solicitarem por e-mail, mas diz que não tem como lembrar de todas as centenas de pessoas que pediram o aparelho, lembrando também que o projeto de 3 anos vai morrer por que as pessoas o estão chamando de estelionatário.

O blog Inclunet vai continuar acompanhando este caso polêmico, que mais parece uma tentativa de estelionato coletivo de pessoas cegas.

Aplicativo de transporte público Moovit agora é acessível

O aplicativo de transporte público Moovit ficou bastante acessível depois da última atualização.

A pouco tempo atrás, publiquei no blog esta postagem, que fala que os aplicativos de transporte público podem, mas ainda não ajudam às pessoas com deficiência visual e citei vários pontos em que eles estão falhando.

Na ocasião entramos em contato com as empresas que desenvolvem os aplicativos e ambas prometeram que pelo menos pensariam em como melhorar a experiência deste público com seus aplicativos.

A Moovit foi a primeira a tomar uma atitude real neste sentido e seu aplicativo já está acessível, contando com planejador de viagens, avisos quando o usuário está perto do ponto onde vai descer e uma infinidade de outras informações que facilitam e muito a vida do usuário de transporte público.

Por enquanto a acessibilidade total do APP funciona apenas em dispositivos IOS, mas a ideia da empresa é que em breve seja expandida também para os dispositivos com Android.

5º Seminário Locaweb PHPSP foi bastante acessível!

Quando uma pessoa com deficiência vai a um evento, ela normalmente espera passar por alguns transtornos. Isso porquê organizadores de eventos geralmente não esperam por alguém com alguma limitação e de certa forma, com o tempo a pessoa com deficiência se acostuma com os desconfortos ou para de frequentar eventos não segmentados.

Frequento feiras e seminários que não contemplam acessibilidade, por que é nelas que encontro vários dos conhecimentos e expertises de que preciso, além disso se eu for esperar eles tornarem-se acessíveis para poder frequentá-los, estarei fadado a não ir a nem um seminário pelo resto da vida.

Antes de ser uma pessoa com deficiência, eu sou uma pessoa que tem uma profissão, interesses e que quer progredir, adquirindo sempre mais conhecimento, independente das barreiras.

Tive o prazer de ir ao 5º Seminário Locaweb PHPSP, que foi realizado sábado dia 30 de janeiro, na Fundação Bienal, ali no parque do Ibirapuera em são Paulo.

Consciente das dificuldades que poderia encontrar, chamei meu amigo Edson para ir junto comigo, primeiro por que ele está aprendendo a programar em PHP e depois, por que ir em eventos sozinho é bastante chato.

Fiquei bastante surpreso com a apresentação de slides interativos que foram utilizados durante o evento, por que mesmo eu sendo totalmente cego, pude acessá-los como qualquer outra pessoa na plateia, já que estes slides foram desenvolvidos com HTML5 e estavam sendo controlados pelo palestrante, permitindo interações da plateia como em ocasiões em que a audiência devia responder sim ou não para alguma pergunta, ou quando a plateia gostaria de mudar de assunto em uma mesa redonda.

No evento até os sorteios de brindes puderam ser acompanhados pelo smartphone ou computador conectados à apresentação de slides, tudo de forma acessível para pessoas com deficiência visual, o que foi fantástico, visto que isto era totalmente inesperado até para quem construiu o app de apresentações.

 

Parabéns para a equipe do PHPSP e da Locaweb pelo seminário e obrigado pelo apoio.

 

APPS de transporte público podem, mas ainda não ajudam pessoas com deficiência visual.

Esta semana testamos dois aplicativos que servem para auxiliar as pessoas à usar o transporte público com mais eficiência e segurança , evitando perca de tempo e permitindo que o usuário possa planejar seu itinerário antes de sair de casa.

Em cidades como São Paulo por exemplo, onde temos várias opções de transporte para chegar à um mesmo destino, estes APPS podem vir a ser grandes aliados para quem depende de transporte público e deseja chegar no horário.

Para quem tem algum tipo de deficiência visual, estes aplicativos tem muita utilidade em potencial, já que eles podem informar coisas muito valiosas, como por exemplo: Quando vai chegar o próximo ônibus, quanto tempo vamos demorar para chegar ao destino, quantas estações ou pontos falta para chegar na nossa próxima parada, avisar sob obstruções no nosso meio de transporte habitual, quais são as baldeações no nosso trajeto, quais as opções de transporte e muito mais!

O potencial é muito grande, mas neste momento isto é quase uma utopia para quem se aventurar no uso destes aplicativos.

A boa notícia é que o Blog Inclunet entrou em contato com os desenvolvedores do Moovit e do Trafi. As duas empresas já estão pensando em acessibilidade em seus aplicativos, sendo que a Trafi pediu sugestões de acessibilidade, perguntando o que eles podem melhorar e a Moovit falou que eles estão estudando formas de integração com o Talkback e Voiceover, mas que por enquanto estão em fase de estudo.

Nem uma das empresas deu previsão de melhoria do aplicativo até o momento da postagem, mas assim que algo mudar nestes aplicativos, faremos uma nova postagem avisando.

Facebook Pretende ajudar Pessoas Cegas a Entender Fotos Postadas na Rede Social

O Facebook é provavelmente a maior rede social do mundo hoje. As pessoas com deficiência visual também utilizam a rede, assim como todo mundo eles fazem uso dela por distração, para se comunicar ou como uma fonte de notícias, entretanto boa parte destas notícias são divulgadas em forma de imagem, incluindo fotos de parentes e amigos, charges, entre outras fotos que geralmente são enviadas sem qualquer descrição.

Se a pessoa quiser saber o que há na foto ela tem duas opções: Ler atentamente os comentários (caso haja algum) e com base neles deduzir o que há na imagem. Ou pode perguntar para a pessoa que publicou a foto o que é, mas com tantas fotos sendo publicadas todos os dias, esta tarefa se torna no mínimo inviável.

Recentemente, segundo uma matéria do Olhar Digital, o Facebook divulgou que está desenvolvendo uma tecnologia que deverá estar disponível até o final do ano, que pretende pelo menos dar uma noção do que está na foto, reconhecendo e destacando seus elementos principais.

Se o Facebook realmente alcançar este objetivo, pessoas com alguma deficiência visual não vão mais depender exclusivamente das descrições.

Com esta tecnologia associada ao reconhecimento facial que já existe no serviço, as pessoas cegas estão mais perto de “ver” aquelas fotos tiradas no final de semana!

Mamãe, quero ganhar um tablet!

Está chegando o dia das crianças e muitos pais estão de cabelo em pé com o pedido da criança com deficiência visual! E essa agora: meu filho quer um tablete, o que faço?
Esta é uma pergunta bem normal. Muitas pessoas ainda não sabem que vários tabletes já vêm com acessibilidade da fábrica! O problema, na verdade, é que as interfaces não são muito amigáveis para as crianças com deficiência. Entretanto, já há casos em que crianças entre 5 e 7 anos de idade se entenderam muito bem com os equipamentos, e que, com pouco treino, já estão tocando o terror.
Os desafios estão em encontrar aplicativos e jogos educativos que este segmento de pequenos consigam manusear, já que assim como na WEB, as agências de mídia e desenvolvedores de jogos estão pouco se preocupando com este grande público de pequenos.
Neste sentido os pais devem estar atentos e compartilhar as descobertas entre si, porque até o momento a tecnologia é escassa nas instituições ligadas à reabilitação das pessoas com deficiência visual e também porque em vários casos os profissionais que atendem os pequenos estão pouco ou nada familiarizados com a tecnologia, além de muitos ainda alimentarem um medo de que a tecnologia suplante o braile.
Isto é preocupante porque as crianças sem deficiência estão aderindo em massa às novas tecnologias e esta é uma área em crescimento, ao passo que o mesmo não é verdadeiro em relação às crianças com deficiência. Em breve o processo educacional pode vir a se basear em tecnologias como tablets, enquanto a criança com deficiência ainda estará quatro gerações atrás, colocando papel em máquina de escrever mecânica, por causa de processos educacionais conservadores, mas sem razão de ser.
Não, amigos, eu não quero abolir o braile, mas eu queria deixar claro que a tecnologia não vai acabar com ele, por dois motivos muito importantes: o braile é a melhor forma de ensinar a criança a ler e é a forma mais fácil de deixar algumas coisas acessíveis.
Ao mesmo tempo é importante dizer: não teremos material braile (impresso em papel) abundante nem hoje nem em qualquer outro momento histórico. Não teremos jornais, enciclopédias ou dicionários braile em todas as escolas, e os livros didáticos vão continuar chegando depois que a criança termina o ano escolar, por que não é barato nem fácil editar, imprimir, embalar, transportar e armazenar este material. Depois que a criança terminar aquele ano, o próximo precisará de material atualizado e a novela recomeça.
Aceitemos o quanto antes que às pessoas com deficiência têm o direito de escolher a tecnologia que lhe convier no momento em que lhe aprouver, seja braile, soroban, computador ou tablet. Tem que ser apresentado e ensinado, e a escolha tem que ser sempre da pessoa que precisa do recurso e não de qualquer profissional, mesmo que ele seja um mastodonte da educação, porque cada ser humano é PHD em suas próprias limitações.
Agora, se a crise permitir, vá comprar o tablet do moleque!