Dia do amigo

São vários os artigos falando sobre a vida das pessoas com deficiência na escola, no trabalho, com a família e com a sociedade, mas são poucas vezes em que se fala na importância dos amigos, tanto os amigos com deficiência, quanto os que não tem deficiência alguma.

Os idealistas podem pregar que a vida de uma pessoa com deficiência pode ser perfeitamente normal, mas essa “normalidade” simplesmente não é verdadeira.

São muitos conflitos internos, perguntas, dificuldades e desilusões, todas somadas às dificuldades da deficiência e potencializadas por um sentimento de solidão e impotência que ultrapassa qualquer sentido de normalidade que você possa imaginar.

Durante esta fase, um amigo de verdade na vida de uma pessoa com deficiência tem um significado muito difícil de se expressar em palavras, pois eles, os amigos, são junto com a família, um apoio confortável, um resquício de normalidade.

Sempre tem aquela coisa que você não quer contar nem para sua mãe, nem para seu pai e muito menos para os seus irmãos, mas que você mal vê a hora de encontrar um amigo para botar o papo em dia.

Aos nossos amigos: Agradeço imensamente por tudo que vocês fizeram e que até hoje fazem por nós, pelos ouvidos emprestados e pelas palavras de apoio. Enfim, por nos aceitar como somos, sem levar em consideração às nossas pequenas grandes diferenças.

Vamos preparar as crianças para a vida?

Atualmente, os pais estão criando os filhos na base do mimo, muitas vezes, por não conseguirem tempo suficiente para ficar com eles, agradando-os demais quando estão por perto, dando-lhes tudo o que pedem, deixando passar as birras e os momentos de mal criação.

Quando se trata de crianças com deficiência esse mimo é muito maior, numa mistura de super proteção e excesso de carinho, resultando em crianças que fazem birra por tudo e se frustram quando não conseguem algo.

Os mesmos pais que fazem tudo para que seus filhos não errem, se machuquem, se frustrem ou se aborreçam, fazendo deles o centro das atenções, podem estar criando adultos mal educados, que não aceitam as diferenças e as opiniões das outras pessoas.

Pais de pessoas com deficiência, normalmente confundem limitações com dependência, adotando uma postura superprotetora, que pode até afetar a pessoa intelectualmente.

As crianças com deficiência devem respeitar limites e regras como todas as outras, assim como devem (sempre que possível), passar pelas mesmas experiências, tanto boas, quanto ruins, para que se tornem adultos capazes de viver em sociedade.