Metrô está contratando aprendizes

Depois de usuários com deficiência visual iniciarem uma petição contra a diminuição do quadro de funcionários do programa Jovem Cidadão do metrô de São Paulo, a companhia abriu um concurso público, que oferece 215 vagas para jovem aprendiz.

As vagas são para estudantes do ensino médio que tenham idade entre 16 e 21 anos até dia 31 de dezembro de 2016, e prevê uma jornada de trabalho de quatro horas por dia.

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas via internet até o dia 9 de maio de 2016 pelo endereço http://www.concursosfcc.com.br.

Os aprovados participarão de programas de capacitação durante a vigência do contrato e deverão atuar inclusive em áreas onde trabalham atualmente os funcionários contratados pelo programa jovem cidadão.

A petição, que continua no ar já conta com mais de 470 assinaturas e inclui usuários, profissionais da ária de orientação e mobilidade, além de familiares de pessoas com deficiência visual.

Petição popular pede aumento no programa jovem cidadão do metrô de São Paulo

Depois de um boato falando sobre uma possível quebra de contrato com o Programa Jovem Cidadão no Metrô de São Paulo, pessoas com deficiência visual, que seriam diretamente impactadas com o suposto cancelamento, já se organizam em uma petição endereçada à companhia, não para extinguir o programa, mas para aumentar o efetivo disponível nas estações.

O movimento foi iniciado no início desta semana e até esta sexta-feira, quando concluímos essa postagem, já havia 221 signatários na petição.

A polémica teve início em fevereiro, quando usuários do sistema denunciaram através das redes sociais que o metrô estaria descontinuando o programa, que atende cerca de 2000 pessoas com deficiência visual diariamente.

A informação teria partido dos próprios funcionários do programa, que já estariam com contratos para vencer, alegando que não havia perspectiva de renovação.

O metrô fez uma reunião com usuários no auditório da Laramara, que contou com a presença de aproximadamente 100 usuários com deficiência visual e negou a extinção do programa, mas deixou claro que poderia haver uma diminuição do quadro em virtude de problemas financeiros.

Vários usuários presentes responderam dizendo que o programa é uma questão de segurança para às pessoas com deficiência visual e rebateram dizendo que com segurança não se economiza.

Via Twitter o Metrô se manifestou reafirmando que o programa não seria descontinuado, mas não comentou a respeito da diminuição do efetivo.

Enquanto isso, a Petição segue disponível para quem quiser assinar e divulgar.

Campanha sobre o dia da pessoa com deficiência causa polêmica


Essa semana o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Curitiba, resolveu comemorar o dia internacional da pessoa com deficiência de uma forma para lá de diferente.

Se passando por alguém bastante revoltado com os direitos das pessoas com deficiência, o falso movimento pregava a revogação de supostos privilégios atribuídos às pessoas com deficiência, reivindicando a redução de vagas de estacionamento reservadas para pessoas com deficiência física, além de acabar com a lei de cotas trabalhistas para empresas e órgãos públicos.

A falsa campanha chocou às pessoas, primeiro pela falta de bom-senso, e segundo pela falta de respeito pela pessoa humana, desrespeitando inclusive a nova Lei Brasileira de Inclusão, que entra em vigor no próximo dia primeiro de janeiro.

É claro que choveram críticas no Facebook, através da página criada pelo falso movimento e a história foi parar na mídia, chamando a atenção de ainda mais pessoas para o assunto.

A página chegou a receber mais de 5000 curtidas em menos de 24 horas e uma quantidade vertiginosa de manifestações contrárias por minuto.

No dia seguinte o Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência de Curitiba desmentiu o Falso movimento e se explicou no programa da Fátima Bernardes, da TV Globo.

Se a campanha foi boa ou ruim, não vamos analisar aqui neste momento, são muitas opiniões diferentes, o tema é bastante polêmico e as opiniões são divergentes.

Entretanto, o que se pode perceber de negativo através do movimento é a intolerância com a qual algumas pessoas com deficiência e profissionais da ária trataram o tema, visto que após a revelação, passaram a discutir entre si sobre os malefícios causados pelo conselho e se este tinha agido certo ou errado em vez de aproveitar a publicidade para debater o tema.

Por outro lado, usar a discriminação como forma de publicidade é algo muito arriscado, por que pessoas desinformadas poderiam aproveitar este momento para deflagrar ações de intolerância reais contra às pessoas com deficiência. Embora não seja expressivo, na petição montada pelo falso movimento, houveram alguns signatários, o que acende uma luz de alerta e mostra que devemos conscientizar as pessoas.