Facebook libera descrição automática de imagens no Brasil.

Os usuários Brasileiros dos dispositivos Móveis com sistema operacional IOS da Apple, já podem desfrutar do novo recurso de descrição automática de imagens no Facebook.

O recurso descreve parte do conteúdo de uma foto postada na rede social, dando uma ideia geral de qual sena está sendo apresentada, o que ajuda pessoas com deficiência visual a entender o conteúdo das fotos postadas na rede social.

A nova funcionalidade pode informar ao usuário quantas pessoas há em uma foto, se o ambiente é interno ou externo e se as pessoas estão sorrindo, só para citar alguns exemplos.

Por enquanto a informação sobre as imagens está em inglês, mas quem não tem barreiras de idioma já pode ir aproveitando o novo serviço.

Facebook testa descrição de imagens para leitor de tela

Durante estas últimas duas semanas estamos acompanhando uma profusão de novidades tecnológicas vindas de algumas empresas de tecnologia norte-americanas, que estão prometendo beneficiar e muito às pessoas com deficiência visual.

Segundo uma matéria divulgada esta terça-feira no site do Olhar Digital, Usuários com deficiência visual do Facebook em inglês já estão testando uma tecnologia baseada em inteligência artificial, que descreve aproximadamente o conteúdo das imagens publicadas na rede social.

Com aproximadamente 300 milhões de pessoas cegas ou com dificuldades para enxergar utilizando a rede diariamente, a iniciativa demonstra respeito pelas pessoas com deficiência visual e oferecem um pouco mais de autonomia para este público, que passa a poder “ver” as fotos como informação útil.

Segundo o Olhar digital, a tecnologia é chamada de “automática alternativa texto”, e reconhece pontos específicos nas fotos, gerando uma descrição aproximada do conteúdo da imagem, que pode ser falada posteriormente através de um software leitor de tela, que normalmente é usado por pessoas com deficiência visual para acessar, entre outras coisas, o feed de notícias.

Até então, quando a pessoa com deficiência rolava o feed e encontrava uma foto, o usuário só ouvia o nome da pessoa que fez o post seguido pela palavra “foto”. Agora há uma descrição mais rica e é possível ouvir coisas como “a imagem pode conter três pessoas, sorrindo, em ambiente externo”.

Num primeiro momento, apenas quem usa o Facebook no iOS em inglês terá acesso à novidade, mas a empresa promete expansões para outros idiomas.

E esse tal Leitor de BIOS?

É possível que exista um dispositivo USB capaz de ler a BIOS do computador?

Esta Pergunta está me assombrando à várias semanas, depois que essa postagem apareceu no facebook e começou a ser distribuída em listas de discussões de todos os gêneros ligados às pessoas com deficiência visual.

Em primeiro lugar é importante saber o que é BIOS?

Resumindo em poucas palavras: É um pequeno programa responsável por ligar o computador, sem ele você não poderia ler esta postagem, por que seu computador não estaria ligado.

O que seria um leitor de BIOS e por quê ele é tão interessante, a ponto de tantas pessoas com deficiência visual tentarem comprar um?

Na teoria, o dispositivo seria capaz de ler as configurações iniciais da BIOS, coisa que os softwares leitores de tela não podem fazer, uma vez que eles são instalados no sistema operacional e só conseguem transformar em voz aquilo que se encontra dentro do sistema operacional do computador.

Se um dispositivo deste tipo fosse possível, assumindo que de alguma forma mágica ele consiga ler este pequeno sistema de inicialização do computador, é possível que ele pudesse ler informações de uma TV, o que faria com que ele fosse um santo graal para todos os cegos do Brasil.

Um técnico de informática cego poderia alterar a ordem em que os discos são inicializados e formatar computadores sem auxílio de outra pessoa.

Seriam várias possibilidades e consequentemente, várias pessoas já pagaram por este dispositivo, que na nossa modesta opinião simplesmente não existe!

Um site relacionado a comunidade de pessoas com deficiência visual, publicou essa semana uma nota de repúdio ao autor desta suposta fraude, enquanto nós aqui do blog tentamos entrar em contato com ele, que apenas responde enviando um áudio com a demonstração do suposto dispositivo, informando também a conta para depósito da quantia cobrada por ele, R$ 50,00.

Foram divulgados dois áudios, em que o suposto desenvolvedor afirma categoricamente que não tem culpa do atraso, dizendo que a culpa é dos correios e que eles vão reenviar as encomendas gratuitamente, assim que forem devolvidas para ele. “Não tenho como passar o dia no correio”, diz ele.

No segundo áudio, ele afirma que vai devolver o valor das pessoas que solicitarem por e-mail, mas diz que não tem como lembrar de todas as centenas de pessoas que pediram o aparelho, lembrando também que o projeto de 3 anos vai morrer por que as pessoas o estão chamando de estelionatário.

O blog Inclunet vai continuar acompanhando este caso polêmico, que mais parece uma tentativa de estelionato coletivo de pessoas cegas.

Campanha sobre o dia da pessoa com deficiência causa polêmica


Essa semana o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência de Curitiba, resolveu comemorar o dia internacional da pessoa com deficiência de uma forma para lá de diferente.

Se passando por alguém bastante revoltado com os direitos das pessoas com deficiência, o falso movimento pregava a revogação de supostos privilégios atribuídos às pessoas com deficiência, reivindicando a redução de vagas de estacionamento reservadas para pessoas com deficiência física, além de acabar com a lei de cotas trabalhistas para empresas e órgãos públicos.

A falsa campanha chocou às pessoas, primeiro pela falta de bom-senso, e segundo pela falta de respeito pela pessoa humana, desrespeitando inclusive a nova Lei Brasileira de Inclusão, que entra em vigor no próximo dia primeiro de janeiro.

É claro que choveram críticas no Facebook, através da página criada pelo falso movimento e a história foi parar na mídia, chamando a atenção de ainda mais pessoas para o assunto.

A página chegou a receber mais de 5000 curtidas em menos de 24 horas e uma quantidade vertiginosa de manifestações contrárias por minuto.

No dia seguinte o Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência de Curitiba desmentiu o Falso movimento e se explicou no programa da Fátima Bernardes, da TV Globo.

Se a campanha foi boa ou ruim, não vamos analisar aqui neste momento, são muitas opiniões diferentes, o tema é bastante polêmico e as opiniões são divergentes.

Entretanto, o que se pode perceber de negativo através do movimento é a intolerância com a qual algumas pessoas com deficiência e profissionais da ária trataram o tema, visto que após a revelação, passaram a discutir entre si sobre os malefícios causados pelo conselho e se este tinha agido certo ou errado em vez de aproveitar a publicidade para debater o tema.

Por outro lado, usar a discriminação como forma de publicidade é algo muito arriscado, por que pessoas desinformadas poderiam aproveitar este momento para deflagrar ações de intolerância reais contra às pessoas com deficiência. Embora não seja expressivo, na petição montada pelo falso movimento, houveram alguns signatários, o que acende uma luz de alerta e mostra que devemos conscientizar as pessoas.

Facebook Pretende ajudar Pessoas Cegas a Entender Fotos Postadas na Rede Social

O Facebook é provavelmente a maior rede social do mundo hoje. As pessoas com deficiência visual também utilizam a rede, assim como todo mundo eles fazem uso dela por distração, para se comunicar ou como uma fonte de notícias, entretanto boa parte destas notícias são divulgadas em forma de imagem, incluindo fotos de parentes e amigos, charges, entre outras fotos que geralmente são enviadas sem qualquer descrição.

Se a pessoa quiser saber o que há na foto ela tem duas opções: Ler atentamente os comentários (caso haja algum) e com base neles deduzir o que há na imagem. Ou pode perguntar para a pessoa que publicou a foto o que é, mas com tantas fotos sendo publicadas todos os dias, esta tarefa se torna no mínimo inviável.

Recentemente, segundo uma matéria do Olhar Digital, o Facebook divulgou que está desenvolvendo uma tecnologia que deverá estar disponível até o final do ano, que pretende pelo menos dar uma noção do que está na foto, reconhecendo e destacando seus elementos principais.

Se o Facebook realmente alcançar este objetivo, pessoas com alguma deficiência visual não vão mais depender exclusivamente das descrições.

Com esta tecnologia associada ao reconhecimento facial que já existe no serviço, as pessoas cegas estão mais perto de “ver” aquelas fotos tiradas no final de semana!