Você já foi discriminado?

Uma das perguntas mais comuns em rodas de amigos ou mesmo quando alguém timidamente acaba querendo saber um pouco mais sobre uma pessoa com deficiência é a seguinte: “Você já se sentiu discriminado ou já sofreu algum tipo de preconceito? “.

A discriminação, na verdade é uma coisa bastante complicada de se identificar e de se combater. Primeiro por que ela consegue se disfarçar de ajuda e compaixão da mesma forma como se revela em forma de preconceito e descaso.

O mais comum, no entanto, é tratar o preconceito e o descaso como discriminação, enquanto as ajudas e a compaixão como gentileza, bondade ou termos equivalentes.

Discriminar é diferenciar algo ou alguém dos seus iguais, seja esta diferenciação positiva ou negativa.

Esta situação fica clara quando um professor não pode ocupar seu cargo em um concurso público, apenas por quê um médico despreparado resolve que a pessoa é incapaz de lecionar baseado em uma ciência exata chamada de achologia, só que não fica assim tão clara quando uma simpática senhora tenta desviar uma pessoa cega da escada fixa, apenas por que ela está fazendo a gentileza de mostrar ao pobrezinho a escada rolante.

A discriminação que ocorre dentro do ser humano é tão nociva e prejudica tanto quanto a discriminação exacerbada, normalmente ofensiva que estamos acostumados a combater, até por que não tem jeito de combater uma pessoa que acha que está te ajudando e pensa que aquilo é uma coisa boa para você.

Mas uma coisa é você ajudar alguém porque tem consciência de que ela tem dificuldades oriundas de sua deficiência, e uma outra coisa completamente diferente é ajudar uma pessoa por que o “coitado” não consegue fazer nada.

É este sentimento de proteção que deve ser combatido, é necessário refletir sobre como conscientizar às pessoas e finalmente passar de coitados a cidadãos, é preciso demonstrar para todos que na verdade somos todos iguais, mesmo tendo algumas pequenas diferenças.

Quem falou que eu não consigo?

Algumas pessoas subestimam quem tem deficiência, achando que não somos capazes de fazer as mesmas coisas que elas.

Pessoas ao redor, colegas de trabalho, professores e familiares acreditam que por causa da deficiência não é possível realizar tarefas simples, o que dirá as mais complexas sem ao menos nos consultar, criando opiniões equivocadas que contribuem para o crescimento do pré-conceito.

Isso acontece diariamente com quem tem alguma deficiência, na maioria das vezes é difícil se defender, já que ninguém fala diretamente para a pessoa, simplesmente cria sua opinião e disfarça falando: “nossa vocês são um exemplo para nós” ou “nossa, não sei como você consegue andar sozinho”.

O pior é quando esse tipo de “conceito vem de um professor, em quem apoiamos nossos objetivos de aprendizagem e ele nos limita de aprender coisas novas, não nos desafia, nem nos consulta por causa da deficiência que parece ser um “oloforte” impedindo-o de ver a pessoa como um aluno, um aprendiz com capacidades iguais as de todos os outros.

Mesmo sem intenção a família ou o professor podem estar prejudicando a pessoa com deficiência, inpedindo-o de aprender e se desenvolver, por que tem medo de que eles se machuquem, errem, ou se frustrem.

No Transporte público de Santos, todos os acentos serão de uso preferencial!

Praticamente toda pessoa com deficiência que utiliza o transporte público já ouviu a seguinte frase: “Olha o seu lugar ali, vai lá que vão te dar um lugar”.
Os acentos reservados de uso preferencial são destinados às pessoas idosas, pessoas com crianças de colo, com deficiência ou mulheres grávidas e é um direito adquirido por lei, quando deveria ser um direito proveniente do bom-senso e da boa educação.
Em alguns lugares as pessoas acreditam que não devem ceder o acento quando não estão em um lugar reservado. Deixam que a pessoa idosa vá de pé em um ônibus lotado, ainda que ela esteja usando bengala ou andador.
Em santos, uma lei municipal publicada recentemente, diz que a partir do próximo dia 25 de novembro todos os acentos no transporte público serão reservados para uso preferencial.
É uma tentativa para diminuir o problema, fazendo por força de lei o que deveria ser feito pela força do hábito, corrigindo essa distorção e consequentemente diminuir as situações humilhantes que às pessoas com deficiência são obrigadas a passar todos os dias no transporte público.
Quando a pessoa com deficiência escuta a frase mencionada no início da postagem, fica a impressão de que ela não é um ser humano, por isso é indigna de se sentar próximo aos outros e precisa ficar em um lugar reservado, “preferencialmente” longe das demais pessoas.
Agora vamos esperar que o resto do Brasil siga o exemplo, quem sabe um dia tais leis não serão mais necessárias.

Com Informações do Via trólebus.

O dom de ser professor!

Ser professor é enxergar além do presente, é fazer com que o futuro de uma criança seja brilhante!

Educar é uma tarefa de muita responsabilidade, mas muito prazerosa para quem ama ser professor.

Assim como a família, o educador tem papel de grande influência na vida de todas as pessoas, os seus princípios e conhecimentos também são reflexos dos ensinamentos, atitudes e da personalidade de seus educadores.

Ser professor é acreditar que tudo é possível, ensinar sem dar as soluções para que o aluno faça suas próprias descobertas, é vibrar com cada conquista, é se sentir recompensado com um sorriso de alguém a quem você ensinou, é amar acima de tudo o seu trabalho e ser possibilitador de diversas outras profissões!

Educar é um grande desafio, muitas vezes sem materiais ou recursos, mas sua criatividade vai além. O professor é aquele que enfrenta com coragem, que ensina independente das condições e dificuldades de cada pessoa.

A Arte de ensinar é admirável e deveria ser mais respeitada por todos, já que o maior cientista, o melhor médico, o mais conceituado engenheiro não existiriam sem um professor.

Mamãe, quero ganhar um tablet!

Está chegando o dia das crianças e muitos pais estão de cabelo em pé com o pedido da criança com deficiência visual! E essa agora: meu filho quer um tablete, o que faço?
Esta é uma pergunta bem normal. Muitas pessoas ainda não sabem que vários tabletes já vêm com acessibilidade da fábrica! O problema, na verdade, é que as interfaces não são muito amigáveis para as crianças com deficiência. Entretanto, já há casos em que crianças entre 5 e 7 anos de idade se entenderam muito bem com os equipamentos, e que, com pouco treino, já estão tocando o terror.
Os desafios estão em encontrar aplicativos e jogos educativos que este segmento de pequenos consigam manusear, já que assim como na WEB, as agências de mídia e desenvolvedores de jogos estão pouco se preocupando com este grande público de pequenos.
Neste sentido os pais devem estar atentos e compartilhar as descobertas entre si, porque até o momento a tecnologia é escassa nas instituições ligadas à reabilitação das pessoas com deficiência visual e também porque em vários casos os profissionais que atendem os pequenos estão pouco ou nada familiarizados com a tecnologia, além de muitos ainda alimentarem um medo de que a tecnologia suplante o braile.
Isto é preocupante porque as crianças sem deficiência estão aderindo em massa às novas tecnologias e esta é uma área em crescimento, ao passo que o mesmo não é verdadeiro em relação às crianças com deficiência. Em breve o processo educacional pode vir a se basear em tecnologias como tablets, enquanto a criança com deficiência ainda estará quatro gerações atrás, colocando papel em máquina de escrever mecânica, por causa de processos educacionais conservadores, mas sem razão de ser.
Não, amigos, eu não quero abolir o braile, mas eu queria deixar claro que a tecnologia não vai acabar com ele, por dois motivos muito importantes: o braile é a melhor forma de ensinar a criança a ler e é a forma mais fácil de deixar algumas coisas acessíveis.
Ao mesmo tempo é importante dizer: não teremos material braile (impresso em papel) abundante nem hoje nem em qualquer outro momento histórico. Não teremos jornais, enciclopédias ou dicionários braile em todas as escolas, e os livros didáticos vão continuar chegando depois que a criança termina o ano escolar, por que não é barato nem fácil editar, imprimir, embalar, transportar e armazenar este material. Depois que a criança terminar aquele ano, o próximo precisará de material atualizado e a novela recomeça.
Aceitemos o quanto antes que às pessoas com deficiência têm o direito de escolher a tecnologia que lhe convier no momento em que lhe aprouver, seja braile, soroban, computador ou tablet. Tem que ser apresentado e ensinado, e a escolha tem que ser sempre da pessoa que precisa do recurso e não de qualquer profissional, mesmo que ele seja um mastodonte da educação, porque cada ser humano é PHD em suas próprias limitações.
Agora, se a crise permitir, vá comprar o tablet do moleque!

Vamos preparar as crianças para a vida?

Atualmente, os pais estão criando os filhos na base do mimo, muitas vezes, por não conseguirem tempo suficiente para ficar com eles, agradando-os demais quando estão por perto, dando-lhes tudo o que pedem, deixando passar as birras e os momentos de mal criação.

Quando se trata de crianças com deficiência esse mimo é muito maior, numa mistura de super proteção e excesso de carinho, resultando em crianças que fazem birra por tudo e se frustram quando não conseguem algo.

Os mesmos pais que fazem tudo para que seus filhos não errem, se machuquem, se frustrem ou se aborreçam, fazendo deles o centro das atenções, podem estar criando adultos mal educados, que não aceitam as diferenças e as opiniões das outras pessoas.

Pais de pessoas com deficiência, normalmente confundem limitações com dependência, adotando uma postura superprotetora, que pode até afetar a pessoa intelectualmente.

As crianças com deficiência devem respeitar limites e regras como todas as outras, assim como devem (sempre que possível), passar pelas mesmas experiências, tanto boas, quanto ruins, para que se tornem adultos capazes de viver em sociedade.

Seminário Sistema Braille: Mãos à Obra!

Ontem participei do Seminário Internacional do Braille, promovido pela Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) em conjunto com a União Latino Americana de Cegos (ULAC).

Durante o evento, diversas palestras discutiram a importância do Braille na educação e na sociedade.

A importância do Braille para a educação foi bastante destacada, visto que atualmente novas tecnologias aparentemente tem tomado parte do seu espaço.

Na fase de alfabetização o sistema Braille é indispensável, com ele a criança tem acesso às letras, aprendendo a ortografia e compreendendo aquilo que está lendo.

Um fato que chamou bastante a atenção de forma negativa é que algumas pessoas foram desrespeitosas, tanto com o público, quanto com os palestrantes. Algumas pessoas não paravam de conversar, mexiam no celular sem fones de ouvido, atendiam ligações sem a menor discrição e alguns riam quando o palestrante era estrangeiro.

A maioria dos participantes era de educadores e parte deles tinha deficiência visual. Não dá para entender como pessoas lutam tanto por respeito sem respeitar as outras pessoas.

Tem um palestrante extra na plateia!

Na maioria dos eventos relacionados às pessoas com deficiência que eu participo, seja como palestrante ou fazendo parte do público, sempre tem um palestrante oculto na plateia!

São microfone-maníacos, quando termina o hino nacional ele já está de pé, com a mão levantada e querendo fazer uma pergunta para o autor da letra!

AS vezes além de microfone-maníaco ele também é revolucionário, já sai lançando crítica: “Por que ouviram do Ipiranga? E se o cara não escuta? Acho que o governo Brasileiro deveria mudar a letra para tornar o hino nacional mais inclusivo”.

Mas o mestre de cerimônias fica com gastrite mesmo é quando chega a hora das perguntas e o famoso atrasa-fala levanta a mão. Esse cara é um verdadeiro palestrante. Cheio de ideias e críticas, ele consome os 5 minutos reservados para as perguntas do público sozinho, depois consome outros 20 da fala do palestrante seguinte.

Tem também a turma que gosta de promover o trabalho da instituição de que faz parte, e pega o microfone só para dizer: “Oi eu sou o Joãozinho, presidente da associação dos Joãozinho de Joanópolis do Sul. Eu gostaria de parabenizar o palestrante, o que ele falou é muito importante, lá em Joanópolis do Sul temos um trabalho muito parecido, patrocinado pela fábrica de camisas João em parceria com a prefeitura municipal de Joanópolis do Sul”.

Tem perguntas muito boas em eventos relacionados às pessoas com deficiência e com certeza absoluta, toda a plateia adora quando alguém faz aquela pergunta que está na ponta da língua de todos, mas pessoas como as descritas a cima tem que tomar um pouco de educação líquida para não atrapalhar os outros. Todo evento tem uma programação, segue horários e nunca se sabe se aquele discurso interminável vai fazer com que o palestrante perca um voo, o que vai causar uma serie de transtornos para ele, além de ser muito desagradável ver alguém palestrando na hora da fala dele.

Para um palestrante é ótimo ouvir perguntas da plateia, quem não gosta de tirar dúvidas, mas se não for uma pergunta ou uma contribuição sobre o assunto debatido e a fala só servir para tomar o tempo do evento, a participação dessa pessoa será improdutiva e sem sentido.