CPTM quer largar pessoas com deficiência na Linha de bloqueios da estação

Assim como no Metrô de São Paulo, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) também começa a causar problemas para as pessoas com deficiência em várias Estações da rede ferroviária.

Segundo informações de usuários com deficiência e funcionários da Companhia, a estação Francisco Morato estaria em discussão para proibir os funcionários de acompanhar pessoas com deficiência até às saídas ou até os terminais de ônibus municipais, que são conectados à estação, deixando de atendê-los na linha de bloqueios, ou em termos populares: Largar as pessoas nas catracas da estação.

Os mesmos usuários afirmam que são atendidos no desembarque apenas em uma pequena porcentagem das viagens, sendo que tanto nesta como em outras estações da rede, para chegar à linha de bloqueios, normalmente às pessoas com deficiência precisam pedir ajuda à usuários que estão desembarcando.

Se esta informação for confirmada, os funcionários da CPTM na estação Francisco Morato, virtualmente deixariam de atender às pessoas com deficiência, que ficariam sob responsabilidade dos demais usuários.

Via Twitter, a CPTM apenas declarou que “Alguns usuários pedem para serem deixados na linha de bloqueios”, mas não comentou a informação de que a estação Francisco Morato estaria discutindo encerrar o atendimento dos usuários na linha de bloqueios.

Se a informação for verdadeira, a atitude representa um retrocesso, visto que a estação é improvisada e as adaptações de acessibilidade são ineficientes, em alguns casos, chegam a apresentar riscos para os usuários com alguns tipos de deficiência.

Às pessoas tem diferentes níveis de experiência e nem sempre estão acostumadas a circular pela estação, podendo estar só de visita ou se sentir mais seguros com apoio de um funcionário.

Em qualquer dos casos, é inadmissível que a gestão da estação tenha a prerrogativa de abandonar o usuário na linha de bloqueios.

Os quatro motivos para o Brasil ter portais de conteúdo tão ruins.

As vezes algumas pessoas me perguntam: Por que os sites de conteúdo como Terra, UOL, Yahoo, Globo, Estadão, R7 e Folha são tão ruins de navegar?

A resposta normalmente é muito simples e está baseada em quatro pontos.

O primeiro é que falta vontade. Em geral este tipo de empresa tem uma política “De Dentro para Fora”, ou seja, eles fazem para você usar e pronto.

Repare que você nunca foi consultado sobre os pontos em que você mais gosta nestes serviços e sua única defesa é não o usar, mas fazendo isso você fica sem acesso aos maiores veículos de comunicação, o que lhe faz um lucrativo refém de qualquer política de serviço ou design.

Em segundo lugar, os principais portais de conteúdo estão cada vez mais apinhados de propagandas e publicidade em geral, sem levar em conta que seus atuais usuários são vacinados contra banners e propagandas. Além disso, uma quantidade enorme de pessoas nem olham mais para aquilo, existem até aplicativos para ocultar ou removê-los.

Em terceiro lugar vem o modismo. Os projetistas e desenvolvedores veem uma tendência internacional e já trazem para o brasil. O curioso é que eles só copiam a parte ruim da tecnologia usada por lá.

Por fim: Falhas de projeto são grandes causas de problemas, principalmente os de acessibilidade para pessoas com deficiência.

Isto por que na tentativa de fazer algo igual a algo que está pronto lá fora ou de seguir o que o Designer mandou, o desenvolvedor constrói um Frankenstein de código HTML e faz o diabo com o código, o que causa uma série de problemas de usabilidade e acessibilidade.

A equipe de Design deveria discutir com a equipe de desenvolvimento sobre os problemas que determinado layout poderá causar para os usuários e em caso de portais de interesse coletivo, este layout deveria ser apreciado pelos usuários e suas opiniões deveriam ser consideradas.

Grandes e pequenas empresas de tecnologia lá de fora já têm programas que recolhem e analisam sugestões do usuário no desenvolvimento e melhoria do produto, não dá para entender por qual motivo eles não copiam isso por aqui também.

Enquanto isto não acontece, você poderia escrever aí nos comentários quais sites você odeia navegar (além do nosso), quem sabe os webmasters se ligam e melhoram eles, não acha?

Fundação Vunesp Dificulta a Vida das Pessoas com Deficiência Visual

A Fundação para o Vestibular da UNESP (VUNESP), que atualmente é uma das maiores promotoras de concursos públicos do Brasil, simplesmente está ignorando o direito de acesso a informações em seu site, dificultando ou impedindo o manuseio adequado deste por pessoas com deficiência visual.

A instituição, que já tem mais de 36 anos de atuação, foi fundada em 26 de Outubro de 1979 pelo conselho universitário da Universidade do estado de são Paulo (UNESP) e seus principais objetivos, segundo às poucas informações disponíveis em seu site, são planejar, organizar, executar e supervisionar o concurso Vestibular da Unesp; realizar vestibulares e concursos diversos para outras instituições públicas ou privadas; coletar, organizar, analisar e encaminhar ao Conselho Universitário da Unesp informações técnicas e dados estatísticos relativos ao seu vestibular; promover atividades de pesquisa e extensão de serviços à comunidade, na área educacional; desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades.

Quando uma organização se propõe a gerir concursos públicos, vestibulares, e outros tipos de concorrências, ela deve prover meios para que seu público consiga acessar às informações relacionadas a ele, não importando se esta pessoa tem alguma restrição de mobilidade, ou sensorial, de forma que ela consiga preencher e alterar seus dados, consultar às informações relacionadas à sua inscrição e consiga inclusive entrar com recursos caso julgue necessário.

O blog Inclunet, tentou vários contatos com a fundação, sem obter resposta até o fechamento desta postagem.

Você já foi discriminado?

Uma das perguntas mais comuns em rodas de amigos ou mesmo quando alguém timidamente acaba querendo saber um pouco mais sobre uma pessoa com deficiência é a seguinte: “Você já se sentiu discriminado ou já sofreu algum tipo de preconceito? “.

A discriminação, na verdade é uma coisa bastante complicada de se identificar e de se combater. Primeiro por que ela consegue se disfarçar de ajuda e compaixão da mesma forma como se revela em forma de preconceito e descaso.

O mais comum, no entanto, é tratar o preconceito e o descaso como discriminação, enquanto as ajudas e a compaixão como gentileza, bondade ou termos equivalentes.

Discriminar é diferenciar algo ou alguém dos seus iguais, seja esta diferenciação positiva ou negativa.

Esta situação fica clara quando um professor não pode ocupar seu cargo em um concurso público, apenas por quê um médico despreparado resolve que a pessoa é incapaz de lecionar baseado em uma ciência exata chamada de achologia, só que não fica assim tão clara quando uma simpática senhora tenta desviar uma pessoa cega da escada fixa, apenas por que ela está fazendo a gentileza de mostrar ao pobrezinho a escada rolante.

A discriminação que ocorre dentro do ser humano é tão nociva e prejudica tanto quanto a discriminação exacerbada, normalmente ofensiva que estamos acostumados a combater, até por que não tem jeito de combater uma pessoa que acha que está te ajudando e pensa que aquilo é uma coisa boa para você.

Mas uma coisa é você ajudar alguém porque tem consciência de que ela tem dificuldades oriundas de sua deficiência, e uma outra coisa completamente diferente é ajudar uma pessoa por que o “coitado” não consegue fazer nada.

É este sentimento de proteção que deve ser combatido, é necessário refletir sobre como conscientizar às pessoas e finalmente passar de coitados a cidadãos, é preciso demonstrar para todos que na verdade somos todos iguais, mesmo tendo algumas pequenas diferenças.

Quem planta barreiras colhe prejuízos

A lei 8213/91 possibilitou que às pessoas com deficiência tenham acesso ao emprego, obrigando às empresas a contratar pessoas com deficiência e integrá-las ao mercado de trabalho formal.

Quando às pessoas com deficiência tiveram acesso ao emprego, antes mesmo de receber o primeiro salário, vieram os primeiros problemas. Os serviços não estavam preparados para recebê-los e as questões relacionadas com a deficiência ainda estavam sendo tratadas como uma questão de assistência social.

Esta postura não mudou muito durante estes 24 anos, grande parte das empresas não vê a pessoa que tem alguma limitação como um cliente ou funcionário com o mesmo potencial que qualquer outro, quando muito, ao atendê-lo, enxerga a possibilidade de se posicionar como uma empresa que se destaca por que investe em responsabilidade social, fazendo enorme propaganda destas ações “filantrópicas”, sem perceber este público de consumidores em potencial.

A “cegueira” corporativa na qual estão mergulhadas as empresas brasileiras é reflexo de séculos em que a pessoa com deficiência foi marginalizada, vivendo normalmente fora da sociedade, escondidas por suas famílias, invisíveis ao mundo pelos preconceitos e por falta de conhecimento sobre sua capacidade laboral e cognitiva.

Ainda hoje é bastante comum associar uma pessoa com deficiência a um pedinte, sem dar crédito às suas capacidades, antes discriminando-a pelo que ela “supostamente” não pode fazer, deixando-se levar por uma visão equivocada de que uma pessoa que tenha alguma limitação é imprópria para o trabalho, por isso deve ser assistido em algum programa social.

É possível que um comerciante que veja uma pessoa com cadeira de rodas passando em frente ao seu estabelecimento todos os dias sem nunca entrar, passe a acreditar que ele não se interessa por sua mercadoria sem perceber que na realidade ele não entra por que não há uma rampa de acesso e a calçada é muito alta.

Ninguém imagina que um cego que passa em frente a uma loja de calçados e nunca entra, simplesmente não sabe que ela existe, por isso prefere comprar em um lugar que conhece, com indicação de algum parente ou amigo.

Em qualquer dos casos, o empresário simplesmente acha que este público não se interessa por seu serviço quando na realidade é ele quem não se interessa por este público, já que não o respeita oferecendo-lhe meios para usufruir de seus produtos e serviços.

Quem falou que eu não consigo?

Algumas pessoas subestimam quem tem deficiência, achando que não somos capazes de fazer as mesmas coisas que elas.

Pessoas ao redor, colegas de trabalho, professores e familiares acreditam que por causa da deficiência não é possível realizar tarefas simples, o que dirá as mais complexas sem ao menos nos consultar, criando opiniões equivocadas que contribuem para o crescimento do pré-conceito.

Isso acontece diariamente com quem tem alguma deficiência, na maioria das vezes é difícil se defender, já que ninguém fala diretamente para a pessoa, simplesmente cria sua opinião e disfarça falando: “nossa vocês são um exemplo para nós” ou “nossa, não sei como você consegue andar sozinho”.

O pior é quando esse tipo de “conceito vem de um professor, em quem apoiamos nossos objetivos de aprendizagem e ele nos limita de aprender coisas novas, não nos desafia, nem nos consulta por causa da deficiência que parece ser um “oloforte” impedindo-o de ver a pessoa como um aluno, um aprendiz com capacidades iguais as de todos os outros.

Mesmo sem intenção a família ou o professor podem estar prejudicando a pessoa com deficiência, inpedindo-o de aprender e se desenvolver, por que tem medo de que eles se machuquem, errem, ou se frustrem.

5 motivos para você não dizer que sou amigo de alguém

Pode parecer inofensivo e até coisa de gente chata, mas tem gente que deixa as pessoas com deficiência visual bem bravas quando dizem “Olha, tem um amigo seu ali”. Por isso preparamos uma lista com 5 motivos, que podem não ser muito bons, mas são o suficiente para você não bancar o padrinho de amizades em um local público!
1. Você não sabe se essas duas pessoas se conhecem, nem sabe se elas gostam uma da outra. Já pensou se essas pessoas têm alguma desavença e estão só esperando uma oportunidade para acertar as contas?
2. Não dê uma de cupido! Não aproxime duas pessoas só por que “eles ficam tão bonitinhos juntos”, a final eles já podem ter formado um casal e tudo que querem agora é distância um do outro.
3. Seja razoável, tem pessoas muito desagradáveis, das quais você gostaria de ficar distante, tenho certeza de que ninguém gostaria se alguém providenciasse um desagradável bate-papo com alguém extremamente chato ou mesmo bêbado para você.
4. Algumas pessoas aproveitam viagens entre a casa e o trabalho para refletir sobre algum problema ou para ler um bom livro, e não espera ou não quer fazer amigos neste momento, não banque o estraga prazeres frustrando a diversão ou a reflexão dela.
5. Existem pessoas que tem dificuldades para se relacionar e estas apresentações inesperadas podem deixar a pessoa sem jeito ou mesmo causar uma situação bastante desconfortável.
O sentido desta postagem é fazer com que você leitor, que enxerga e não gosta de se colocar em situações potencialmente desagradáveis, não acabe entrando em uma ou colocando, inadvertidamente alguém em uma situação, evitando com isto causar uma briga entre rivais ou ter que presenciar uma discussão entre duas pessoas que se separaram.

Você não se sente um ovo?

– Você não se sente um ovo? Perguntou uma pessoa ontem na faculdade enquanto me ajudava a descer as escadas para ir embora.

– Um ovo? Perguntei em um misto de curiosidade e surpreso com a pergunta para lá de inesperada.

– Sim, um ovo! Confirmou ele, explicando com a seguinte reflexão: – É que já faz algum tempo que observo como as pessoas ajudam vocês (Pessoas cegas), elas parecem que estão carregando ovos e cuidam de vocês de um jeito que até parece que tem medo que vocês quebrem.

A pergunta inesperada surpreende pela consciência de quem fez a reflexão. Leva a pensar que alguém já começou a ver erros na forma como a sociedade enxerga as pessoas com deficiência.

Estes são os primeiros passos para entender que somos capazes de muitas coisas, se estamos trabalhando, passeando ou tomando uma no bar é por quê queremos estar ali!

Por que ter dó de uma pessoa pela deficiência que ela tem? É importante encarar a deficiência como uma característica da pessoa, já que ninguém tem dó de uma pessoa de cabelos claros por que ela tem uma deficiência de pigmentação nos cabelos.

As pessoas tendem a ver alguém com deficiência como fraco, incapaz, e frequentemente subestimam sua capacidade intelectual, tratando como crianças pessoas que tem potencial para ensinar e frequentemente ensinam! Algumas destas pessoas são professores universitários renomados, mestres nesta ou naquela disciplina, cientistas fantásticos, mas aos olhos de alguns cidadãos, são só coitados.

Tem também o oposto, que acha alguém com deficiência um herói! A pessoa é fantástica, porque faz aquilo que todo mundo faz, já que uma pessoa com deficiência não deveria conseguir tomar seu banho, varrer sua casa ou lavar sua louça depois de comer, só por que “isto é uma tarefa extremamente difícil! “.

Mesmo supervalorizando tarefas simples há uma discriminação negativa da pessoa com deficiência, por que reafirma que não é possível que uma pessoa com deficiência consiga fazer algo minimamente produtivo.

Só teremos uma sociedade mais justa quando nossa igualdade não for medida pelas nossas diferenças.

Mamãe, quero ganhar um tablet!

Está chegando o dia das crianças e muitos pais estão de cabelo em pé com o pedido da criança com deficiência visual! E essa agora: meu filho quer um tablete, o que faço?
Esta é uma pergunta bem normal. Muitas pessoas ainda não sabem que vários tabletes já vêm com acessibilidade da fábrica! O problema, na verdade, é que as interfaces não são muito amigáveis para as crianças com deficiência. Entretanto, já há casos em que crianças entre 5 e 7 anos de idade se entenderam muito bem com os equipamentos, e que, com pouco treino, já estão tocando o terror.
Os desafios estão em encontrar aplicativos e jogos educativos que este segmento de pequenos consigam manusear, já que assim como na WEB, as agências de mídia e desenvolvedores de jogos estão pouco se preocupando com este grande público de pequenos.
Neste sentido os pais devem estar atentos e compartilhar as descobertas entre si, porque até o momento a tecnologia é escassa nas instituições ligadas à reabilitação das pessoas com deficiência visual e também porque em vários casos os profissionais que atendem os pequenos estão pouco ou nada familiarizados com a tecnologia, além de muitos ainda alimentarem um medo de que a tecnologia suplante o braile.
Isto é preocupante porque as crianças sem deficiência estão aderindo em massa às novas tecnologias e esta é uma área em crescimento, ao passo que o mesmo não é verdadeiro em relação às crianças com deficiência. Em breve o processo educacional pode vir a se basear em tecnologias como tablets, enquanto a criança com deficiência ainda estará quatro gerações atrás, colocando papel em máquina de escrever mecânica, por causa de processos educacionais conservadores, mas sem razão de ser.
Não, amigos, eu não quero abolir o braile, mas eu queria deixar claro que a tecnologia não vai acabar com ele, por dois motivos muito importantes: o braile é a melhor forma de ensinar a criança a ler e é a forma mais fácil de deixar algumas coisas acessíveis.
Ao mesmo tempo é importante dizer: não teremos material braile (impresso em papel) abundante nem hoje nem em qualquer outro momento histórico. Não teremos jornais, enciclopédias ou dicionários braile em todas as escolas, e os livros didáticos vão continuar chegando depois que a criança termina o ano escolar, por que não é barato nem fácil editar, imprimir, embalar, transportar e armazenar este material. Depois que a criança terminar aquele ano, o próximo precisará de material atualizado e a novela recomeça.
Aceitemos o quanto antes que às pessoas com deficiência têm o direito de escolher a tecnologia que lhe convier no momento em que lhe aprouver, seja braile, soroban, computador ou tablet. Tem que ser apresentado e ensinado, e a escolha tem que ser sempre da pessoa que precisa do recurso e não de qualquer profissional, mesmo que ele seja um mastodonte da educação, porque cada ser humano é PHD em suas próprias limitações.
Agora, se a crise permitir, vá comprar o tablet do moleque!

Colando Grau ou pagando mico?

Gostaria de dizer que aqui eu vou descer o sarrafo, para quem quiser saber sobre a emoção, o quanto me sinto feliz e toda a parte emocional visite meu Facebook, lá você vai ver tudo isso, e sim foi o máximo!

Eventos sociais são no mínimo problemáticos para nós, pessoas cegas.

Não, eu não estou dizendo que uma pessoa cega seja antissocial e que não deve comparecer em eventos deste tipo, mas em situações meio ritualísticas como casamento, cerimônias religiosas, formaturas e eventos em que se espera certos comportamentos “Padronizados”, que exigem imitação, fazemos parte de um grupo de pessoas que invariavelmente paga grandes micos.

A bola da vez foi o mico que paguei esta semana entrando na minha colação de grau usando capelo (um chapel quadrado com uma cordinha do lado esquerdo que os formandos normalmente usam), por que ninguém me informou que só se usa capelo quando ocorre a outorga de grau, ou seja, quando você está oficialmente formado.

Tá. Isso não foi aquele mico, mas eu já estive em lugares onde era necessário se sentar depois que era dado um sinal. Claro, eu fui o único a ficar de pé e isso senhores e senhoras, não é agradável.

Não dá para entender por qual motivo as pessoas não são um pouco mais descritivas. Já que Audiodescrição pode não ser viável, informar as pessoas com deficiência antes da cerimônia sobre as etapas e combinar os procedimentos corretos para que ela não se sinta perdida é bem barato sabe?

Para você amigo leitor, isto pode não ser algo importante, mas a autoestima do ser humano é um fator frequentemente deixado de lado em situações como esta.

Os seres humanos são criaturas que vivem em busca de se enquadrar em algum grupo, vivem buscando fazer parte de algo e normalmente se frustram quando isto não acontece.

As pessoas que não tem deficiência agem por imitação e quando uma pessoa faz algo as outras à acompanham.

A pessoa cega não tem esta prerrogativa e não consegue imitar as outras pessoas visualmente, então é importantíssimo que as coisas sejam previamente combinadas e explicadas para que não continuemos fazendo papel de bobos em locais e eventos públicos.

No caso a cima, se não fosse meu sogro me avisar eu ficaria todo bonitão de capelo até que o mestre de cerimônia falasse “Agora os formandos podem colocar os capelos, que simboliza a outorga de grau e diz que agora vocês são profissionais Bacharéis, licenciados e tecnólogos”.