5º Seminário Locaweb PHPSP foi bastante acessível!

Quando uma pessoa com deficiência vai a um evento, ela normalmente espera passar por alguns transtornos. Isso porquê organizadores de eventos geralmente não esperam por alguém com alguma limitação e de certa forma, com o tempo a pessoa com deficiência se acostuma com os desconfortos ou para de frequentar eventos não segmentados.

Frequento feiras e seminários que não contemplam acessibilidade, por que é nelas que encontro vários dos conhecimentos e expertises de que preciso, além disso se eu for esperar eles tornarem-se acessíveis para poder frequentá-los, estarei fadado a não ir a nem um seminário pelo resto da vida.

Antes de ser uma pessoa com deficiência, eu sou uma pessoa que tem uma profissão, interesses e que quer progredir, adquirindo sempre mais conhecimento, independente das barreiras.

Tive o prazer de ir ao 5º Seminário Locaweb PHPSP, que foi realizado sábado dia 30 de janeiro, na Fundação Bienal, ali no parque do Ibirapuera em são Paulo.

Consciente das dificuldades que poderia encontrar, chamei meu amigo Edson para ir junto comigo, primeiro por que ele está aprendendo a programar em PHP e depois, por que ir em eventos sozinho é bastante chato.

Fiquei bastante surpreso com a apresentação de slides interativos que foram utilizados durante o evento, por que mesmo eu sendo totalmente cego, pude acessá-los como qualquer outra pessoa na plateia, já que estes slides foram desenvolvidos com HTML5 e estavam sendo controlados pelo palestrante, permitindo interações da plateia como em ocasiões em que a audiência devia responder sim ou não para alguma pergunta, ou quando a plateia gostaria de mudar de assunto em uma mesa redonda.

No evento até os sorteios de brindes puderam ser acompanhados pelo smartphone ou computador conectados à apresentação de slides, tudo de forma acessível para pessoas com deficiência visual, o que foi fantástico, visto que isto era totalmente inesperado até para quem construiu o app de apresentações.

 

Parabéns para a equipe do PHPSP e da Locaweb pelo seminário e obrigado pelo apoio.

 

WEB.BR 2015

A poucos dias tive o prazer de falar sobre acessibilidade em uma palestra realizada na conferência WEB.BR, promovida anualmente pelo escritório brasileiro da W3C.

Para quem ainda não sabe o que é a W3C, Explicando de forma simplificada: É um organismo internacional que cria padrões para tecnologias de internet em conjunto com pessoas e empresas de todos os países, onde todos podem contribuir com opiniões e no final se define um padrão, que será recomendado para uso mundial. Mau-explicando é como se fosse uma ABNT para a internet.

Este ano o evento convidou os participantes a pensar em como podemos re-descentralizar a web, falando a respeito de vários temas que são importantes para o futuro e o desenvolvimento da mais importante ferramenta de comunicação deste século.

Assuntos como pagamentos via internet, proteção de dados, padrões para tecnologias web e acessibilidade na web, foram abordados por um fantástico time de palestrantes que fizeram do evento um espetáculo de difusão de conhecimento.

Este ano foram 4 palestras, incluindo a minha em que se falou sobre acessibilidade durante o evento, mas surpreendente mesmo foi ver que vários outros palestrantes já incluem acessibilidade em suas falas, demonstrando que estão próximos os dias em que a internet será verdadeiramente para todos.

Seminário Sistema Braille: Mãos à Obra!

Ontem participei do Seminário Internacional do Braille, promovido pela Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB) em conjunto com a União Latino Americana de Cegos (ULAC).

Durante o evento, diversas palestras discutiram a importância do Braille na educação e na sociedade.

A importância do Braille para a educação foi bastante destacada, visto que atualmente novas tecnologias aparentemente tem tomado parte do seu espaço.

Na fase de alfabetização o sistema Braille é indispensável, com ele a criança tem acesso às letras, aprendendo a ortografia e compreendendo aquilo que está lendo.

Um fato que chamou bastante a atenção de forma negativa é que algumas pessoas foram desrespeitosas, tanto com o público, quanto com os palestrantes. Algumas pessoas não paravam de conversar, mexiam no celular sem fones de ouvido, atendiam ligações sem a menor discrição e alguns riam quando o palestrante era estrangeiro.

A maioria dos participantes era de educadores e parte deles tinha deficiência visual. Não dá para entender como pessoas lutam tanto por respeito sem respeitar as outras pessoas.